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Narrativas

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Esse é o segundo capítulo da crônica de Mago: A Ascensão narrada por Lafaete Dexter e transformada em contos por Harlley Castro. Apesar de todas as dificuldades do dia-a-dia a crônica já se estende há alguns anos, acompanhe agora a apresentação de uma nova personagens. Leia o primeiro capítulo aqui. 


Segunda-feira, 10 de janeiro de 2009, 02h22min
Na Ponte Oberbaumbrücke
Berlim, Alemanha


O vento gélido do inicio de janeiro emaranhava seu cabelo ruivo, o motor de 6 cilindros em v de sua Horex ajuda o mesmo vento a queimar sua pele.  Kitty já passava de 160 km/h quando chegou no inicio da ponte Oberbaumbrücke, porem isso não era o bastante para despistar seus perseguidores, um mergulho no Rio Spree  poderia ser, mas a sensação da água gelada em sua pela afugentava a idéia, já que foi de forma parecida que tudo isso teria começado, a imagem de sua irmã patinando e segundos depois se debatendo após ter caído no gelo que se quebrará,  visita seus sonhos todas as noites . Nem mesmo Data estaria naquela noite para lhe ajudar já que o plano era ela servi de isca para que Data conseguisse coleta algumas informações importantes. Kitty não conhecia muito o seu parceiro porém se não fosse por ele teria morrido no dia em que despertou, já que uma quebra da realidade no meio de um centro de patinação chamou atenção de muita gente, o fato é que desde o dia do seu despertar Kitty tinha uma incrível noção de tempo, desde saber que horas são, a calcular quantos milésimos de segundo levava a luz de uma lâmpada para chegar a seus olhos depois de ser pressionado um interruptor, por isso sabia que o próximo semáforo a sua frente levaria exatos 22,5 segundos acesso na cor verde, já que também tinha feito aquele mesmo trajeto a dois dias com intuito de facilita sua fuga. Kitty soltou um pouco o acelerador calculando exatamente o tempo exato para que seus perseguidores encontrasse o sinal vermelho ao passarem, porém seu pensamento foi falho já que às duas horas da madrugada o transito não era tão intenso, logo apos ultrapassarem o sinal, Kitty foi surpreendida por diversos tiros disparados em sua direção, seu coração começava a bater mais rápido já que não havia passado em seus pensamentos a possibilidade de ser alvejada em uma missão tão simples, seu pensamento foi interrompido por uma curva que se aproximava, ela apertou o freio traseiro e começou a virar a moto para a direita quando um tiro atingi seu pneu traseiro onde sua moto derrapa e ela cai ao chão. Atordoada pela queda Kitty senti o gosto de sangue na sua boca, mentalmente faz um check up de seu corpo tentando identificar se havia quebrado algum osso e fica surpresa ao ver que não estava ferida, percebe que havia caído exatamente em um bloco de grama da calçada de um restaurante em reforma, ao que parece deixado ali para decorações futuras.
- Pare!
 Falou os homens que chegavam empunhando um 9mm cada.
- Pare ou eu atiro.
A arma apontada em sua direção não assustava mais que aquela frase dita em Alemão, à língua dava sentido aterrorizante ao clichê mais que em qualquer outra língua.
- Calma! Calma!
- Pensava que iria fugir sua ladra. Então deu certo, pensou Kitty lembrando que Data iria pegar algo.
-Invade nossa reunião e pega os documentos, onde estão os documentos?
- Eu não tenho nada! Kitty ficou de pé.
- Vai mentir garota idiota. Um dos homens fala puxando o gatilho do revólver, o estalo sem o estampido ecoa na rua.
- Atira outra vez agente! O outro homem fala puxando o gatilho da própria arma que como a de seu companheiro falha.
kitty sem acreditar, não espera a próxima tentativa, faz um movimento de braços no ar desenhando o nome Tempo em Runas, apaixonada por mitologia descobriu em suas pesquisas que as letras das Runas pertencia a família da língua germânicas, decidindo a parti de então adotar o movimento como foco. Após isso se lança aos homens que parecem ter seus movimentos retardados já que a garota acerta alguns socos no maxilar do homem da direita  sem que ele revide caindo assim desmaiado e um chute frontal em cada joelho do outro que cai ao chão entre gritos de dor. A garota de corpo esguio tenta levantar sua moto e colocá-la para funcionar, mais sua tentativa foi em vão, olha para o lado e ver o carro da dupla mais não se arricaria pegá-lo e chamar mais atenção ainda, então ela vê um carro parado na rua a uns cem metros de onde estava, a garota recolhe uma das armas do chão e começa a correr em direção ao carro, chegando lá leva a mão a maçaneta abre a porta e entra, liga o carro e acelera o mais rápido possível em direção a um local seguro.
Mas tarde em um café Kitty repassa seus movimentos na madrugada e se dar conta que o gosto de sague na sua boca viria de um pequeno corte causado pela queda de moto, o mínino dos ferimentos a julgar pela velocidade que vinha, sua noite poderia ter acaba muito mal se não fosse o bloco de grama, pensa mais um pouco e lembra que o carro estava aberto, que a chave estava na ignição,muita sorte, qual era a possibilidade de isso acontecer em uma cidade como Berlin a uma hora daquelas, relembra de como os homens ficaram lentos diante do truque de tempo e isso a fez rir, ela olha para as dependências do café com medo que sua risada atraísse olhares curiosos e nota uma mulher em trajes completamente negros, se aproximando da mesa com uma pasta na mão.
- Bom dia. Fala suavimente a jovem de roupa negras.
- Bom dia. respondeu Kitty cordialmente.
- Meu nome é Valéria, precisamos conversar vocé tem tempo agora? Pergunta a jovem retirando uns papéis da pasta.
Kitty teve um certo receio de responder, mas ao lembrar o que aconteceu a ela naquela madrugada e como as coisa estava a seu favor, fez a ter certeza que nada poderia dar errado e se desse não acabaria de forma ruim. Tocando o lábio inferior onde estava o unico ferimento de uma noite de fugas, responde sorridente:
-Tempo? É só o que tenho ultimamente.
Continua...

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Autor: Harlley Castro

Jogo RPG há mais de 10 anos, um leitor nato, principalmente de temas relacionados à cultura pop e geek. Atualmente tenho desprendido boa parte do meu tempo jogando Skyrim (rsrsrs...), com a iniciativa do blog e do podcast tenho intuito de passar um pouco do que aprendi com o RPG ao longo de todo esse tempo. 


Autor Jan Piertezoon

A Mente maléfica por trás da criação do Blog Filhos da Gehenna, (ir)responsável pela narração da atual crônica do blog apresentado no podcast. Aficcionado por jogos de interpretação, onde o sistema preferido para as minhas crônicas é o Storyteller e Storytelling. Um colecionador de livros de RPG e um grande consumidor de podcast. RPG Mainstream ou Indie não importa, jogo todos!!!
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1 Deixe seu relato!!!

  1. Opa finalmente a parte dois... Ei mah demorou muito mas ta show

    Quando sai a parte 3???

    ResponderExcluir