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» » » » » » Designer de Jogos: Conheça o criador do party game Pablo
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Apesar da ressaca do megaevento Laboratório de Jogos realizado semana passada em Belo Horizonte, ainda não ter passado, temos que continuar a trabalhar no incentivo ao desenvolvimento de jogos, e aqui em Fortaleza-CE um designer de jogos está ganhando destaque com a sua mais recente criação.

Marcos Mayora vem se destacando no desenvolvimento de jogos, após apresentar ao público, o party game Pablo.

Confiram na entrevista mais detalhes sobre o desenvolvimento de Pablo e seu criador.

Filhos Da Gehenna (FG): Vamos iniciar com a costumeira pergunta... Quem é Marcos Mayora?
Marcos Mayora (MM): Estudante de administração, publicitário enrustido e gastrônomo por opção. Nascido no Rio Grande do Sul, radicado no Ceará, namorado de uma paraense. Gostava de video games mas troquei essa vida por board games. Eu prefiro ser essa metamorfóse ambulante... Ah, não é Pablo ainda, né?

(FG): Como foi a sua primeira experiência com Jogos de Tabuleiro modernos.
(MM): Acredito que a minha primeira experiência com Jogos de Tabuleiro Modernos foi bem recente. Na verdade, fará dois anos no dia 30 de abril. Era o aniversário de um amigo e a encomenda de Ultimate Werewolf dele havia acabado de chegar, acabamos jogando o aniversário dele inteiro, no dia seguinte e em praticamente todos os finais de semana por meses. Um outro amigo sempre levava um jogo diferente da sua coleção para os que chegavam mais cedo experimentar. Daí foi só ladeira abaixo nesse amor por jogos de mesa.

(FG): O que tem jogado atualmente, você mantém um grupo frequente de jogatina?
(MM): Tenho um grupo de amigos que se reúne todas as semanas no Balboa’s. Atualmente estou numa cruzada para experimentar todos os jogos do Feld e, sempre que posso, encaixo uma partida de Sentinels of the Multiverse. Village foi um dos melhores jogos que conheci este ano.

(FG): Qual a sua preferência em relação ao gênero dos jogos de tabuleiro?
(MM): Não tenho uma preferência por gênero, topo do party game mais simples ao mais euro mais complexo na hora que me chamarem para mesa.

(FG): O que lhe cativa em um novo jogo tema ou mecânica?
(MM): Para mim o jogo sempre deve casar os dois. Sou apaixonado por mecânicas, mas prefiro quando elas fazem sentido dentro do tema do jogo. Power Grid foi um dos jogos que eu relutei um pouco para jogar pois o tema não me agradava, mas as mecânicas dele o tornaram incrível.

(FG): Como e quando surgiu o projeto de Pablo?
(MM): Foi literalmente do dia pra noite. Minha namorada tem uma mania de sempre começar a cantar alguma música com a última palavra de alguma frase que falo. Boa parte do meu grupo de amigos faz teatro e então, como a música é muito presente na nossa vida, eu achei que poderia fazer algo para divertir todos nas festas aqui em casa. Comecei a rabiscar as cartas e mecânicas durante a madrugada e no dia seguinte a primeira versão de Pablo já estava pronta para ser testada.

(FG): Como funciona o jogo?
(MM): Em um breve resumo podemos dizer que todo o turno você acumula cinco cartas em sua mão. Cada carta contém uma palavra em português/inglês acompanhada de seu nível de dificuldade que devem ser jogadas sozinhas ou combinadas à mesa conforme você vá cantando uma única música que as encaixe. Quanto mais cartas usadas, mais pontos e combos você libera. Existem também recursos como tokens de microfone, que lhe permitirão trocar cartas e tokens de onomatopéias que, casos exista algo do tipo “yeah” ou “lalala” na música, podem ser usados para dobrar sua pontuação da rodada. Algumas outras mecânicas ainda lhe permitem fazer pontos mesmo no turno de outro jogador. O jogo acaba quando alguém conquista 50 pontos.

(FG): Atualmente está realizando diversos playteste, as regras de Pablo já estão completas?
(MM): Podemos dizer que as regras de Pablo estão 90% completas. Os playtestes ajudaram a corrigir falhas e deixar o jogo fechadinho e redondo, mas ainda planejo inserir um novo modo para jogadores mais experientes.

(FG): Como está sendo o processo de desenvolvimento de Pablo?
(MM): Se pudesse usar apenas uma palavra seria divertido. Não tem como não rir durante as partidas e todo mundo que participa de algum playtest contribui para o crescimento do jogo.

(FG): Como está sendo a recepção dos jogadores, após algumas jogatinas de Pablo?
(MM): Incrível, eu mesmo não acreditava que tanta gente se apaixonaria pelo jogo. Quem joga se diverte, ri e não consegue jogar apenas uma partida. O que eu pude notar, e achei mágico, em Pablo é que não importa quem venceu ou quem ficou em último, só o que importa é que foi divertido demais. As pessoas cantam bregas que nem lembravam que conheciam, buscam lá no fundo da memória aquelas músicas da adolescência. A experiência é sempre muito linda.

(FG): Qual foi a sua reação quando um playteste de Pablo foi realizado na FunBox – Ludolocadora?
(MM): Aconteceu tudo muito rápido, postei o projeto na comunidade BoardGame Brasil para receber alguns feedbacks e o tópico tomou proporções incríveis, quando surgiu a oportunidade de enviar um beta para ser testado na FunBox na mesma semana dancei Wando pela casa. A resposta do playtest que ocorreu lá foi muito bacana também, até quem dizia não curtir Party Game acabou se divertindo e jogando bem mais de uma partida.

(FG): O design das cartas está elegante, quem vem desenvolvendo o visual do jogo?
(MM): O Visual atual de Pablo foi feito pela minha namorada, sem ela seria difícil para mim tirar alguma coisa que não fossem bonecos de palito do papel. Ainda devem ocorrer algumas mudanças para a versão final, mas acho que as cores vivas transmitem a vibe alegre do jogo.

(FG): Você recentemente publicou fotos de um novo jogo, então em média, quanto tempo você leva para desenvolver um jogo?
(MM): É bem relativo, o primeiro jogo que eu comecei a trabalhar, ainda no final do ano passado, ainda está passando por constantes avaliações das mecânicas, sinto que falta algo nele. Pablo teve seu esqueleto traçado um uma madrugada e foi modelado em poucas semanas de playtest. Masala, que é este novo, também está seguindo o mesmo caminho de Pablo. E já tenho mais um em mente para começar a trabalhar depois. Desenvolver jogos é um hobby que me diverte muito.

(FG): Qual é o seu processo de desenvolvimento de jogos?
(MM): Primeiramente penso em um tema, gênero ou fim para o jogo que quero criar. Em Pablo, foi um fim. Queria um jogo musical que fugisse de todos os que via nas prateleiras de lojas de brinquedo e que divertisse mais do que crianças. Masala já foi por querer criar um mini game que saisse barato para todos e ainda assim oferecesse um nivel de competitividade bacana. Feito isso, começo a ler sobre o tema e pensar em mecânicas que farão sentido dentro desse universo. Por fim, playtests e mais playtests para extrair o resultado final.

(FG): Quais são seus próximos projetos?
(MM): Masala deve ter algum tipo de P&P liberado logo para testes em outros estados, assim que ele estiver pronto quero partir para um euro mais complexo que já até decidi o tema.

(FG): Como será a publicação de Pablo para o mercado consumidor?
(MM): Negociações estão sendo feitas com a FunBox, que está fazendo muito pelo mercado de Board Games aqui no Brasil nos últimos meses, vou ficar muito feliz se conseguirmos lançar Pablo juntos.

(FG): Marcos Mayora, deixe uma mensagem para os jogadores que quiserem acompanhar o lançamento de Pablo.
(MM): Em breve deveremos ter uma página com os detalhes finais de Pablo, liberando informações, videos, melhorias no design e futuras informações do lançamento. Por enquanto fiquem de olho no grupo Board Game Brasil, na página da FunBox jogos e podem me adicionar como amigo no facebook também.


Ficha Técnica
Game Designers: Marcos Mayora
Idade sugerida: 8+
Tempo de jogo: 30min
Nº de Jogadores: 2-10
Dependência de idioma: Sim (Portugês/inglês)
Estilo: Party Game
Mecânicas Principais: Storytelling, Card Drafting, Hand Management, Memory, Singing.

Autor Jan Piertezoon

A Mente maléfica por trás da criação do Blog Filhos da Gehenna, (ir)responsável pela narração da atual crônica do blog apresentado no podcast. Aficcionado por jogos de interpretação, onde o sistema preferido para as minhas crônicas é o Storyteller e Storytelling. Um colecionador de livros de RPG e um grande consumidor de podcast. RPG Mainstream ou Indie não importa, jogo todos!!!
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