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Semana passada encerrei uma campanha de GeneSys RPG, no cenário autoral – Alemanha 1934, mas detalhes em breve; foram dez sessões ao todo e já iniciei uma campanha de Game of Thrones (temática medieval) e John Carter – Barsoom (temática ficção cientifica), ou seja, o GeneSys RPG é de fácil assimilação.

O Covil do RPG no Shopping Benfica


Durante o primeiro encontro semanal, 2016, do Covil do RPG no Shopping Benfica ficou notável que os jogadores de Fortaleza - CE são privilegiados, pois encontros semanais realizados pelo Covil do RPG e pela Vila do RPG são fundamentais para difundir o hobby. Fotos do encontro semanal.

Muitos jogadores novatos e curiosos compareceram ao encontro semanal, para entender como se joga o RPG. O mercado editorial agradece, esse encontros que apresenta e capta novos jogadores. 


Pois bem... antes de apresentar a adaptação de John Carter – Barsoom, vamos conhecer o estilo pulp.
  
O Estilo Pulp. 

As revistas pulp, ou pulp fictions, foram publicadas primeiramente nos Estados Unidos entre as décadas de 1920 e 1950, tratavam-se de histórias rápidas, feitas em um papel de baixo custo e com o objetivo de entreter sem que o leitor precisasse fazer grandes reflexões. O mercado editorial da época queria que os leitores consumissem em demasia as revistas pulp, dessa forma, ocorreu a formação de um estereótipo literário “uma fórmula comercial” para vender. Era comum as capas das revistas pulp apresentarem ilustrações de donzelas seminuas em perigo ou ameaças por um cruel vilão.

Destacam-se as revistas Weird Tales e Amazing Stories que apresentavam contos de diversos temas: horror, fantasia, aventura e ficção cientifica. Diversos personagens atualmente consagrados tiveram sua origem em revistas pulp.

Características de Narrativas no Estilo Pulp.

Sem dúvida nenhuma o RPG Espírito do Século, publicado no Brasil pela Retropunk Publicações, conseguio reunir diversos elementos para definir a narrativa pulp. O RPG Espírito do Século utiliza uma “variação” do sistema FATE/FUDGE, publicado no Brasil pela Editora Solar - Jogos e Entretenimento, o que possibilita que muitas das informações contidas no livro possam ser utilizadas em outros jogos sem muita adaptação.

Sim... mas quais são essas características?

Heroísmo: Os personagens em aventuras no estilo pulp, são destemidos (não burros!), buscam sempre fazer o melhor que podem para salvar a donzela em perigo e a sua presença é fundamental para mudar o destino de um grupo "oprimido".

Sorte: Os personagens possuem uma sorte tremenda; John Carter sempre está no lugar certo na hora certa e Indiana Jones sempre consegue uma forma mirabolante de escapar de armadilhas; a sorte deve ser representada de uma forma mecânica e narrativa. No Espírito do Século temos os ponto de destino e em GeneSys RPG temos os pontos de controle narrativo, essa mecânica auxilia os narradores e jogadores a criarem cenas memoráveis.

Cenários exóticos: quanto mais inóspito o ambiente melhor, o narrador deve considerar o ambiente um personagem, que irá influenciar de maneira brusca o personagem. Ruínas e regiões selvagens são bem interessantes, acrescente um povo com uma cultura exótica, uma donzela em perigo e um vilão que deseja dominar tudo... e pronto, uma excelente premissa para uma aventura no estilo pulp.

Outros planetas, centros urbanos gigantescos e cidades portuárias também podem se tornar ambientes bem exóticos. O narrador deve descrever de uma forma que os jogadores imaginem que seus personagens são “alienígenas” no ambiente da aventura.

O Vilão: o vilão é realmente asqueroso, um ser vil, o mal personificado que está disposto a usar qualquer meio para conquistar o seu objetivo. O narrador deve ter uma atenção em especial ao desenvolver o vilão de sua narrativa, pois esse ser megalomaníaco não medirá esforços para destruir quem se opor a suas ideias.

Os personagens de início não podem destruir ou combater de forma definitiva o vilão, faça com que os jogadores enfrentem as zonas de influência do vilão. Em John Carter, o herói vai derrotando o vilão ao poucos, quando liberta os Tharks de seu isolamento e ao evitar a continuação de uma guerra civil entre os Marcianos Vermelhos, frustrando os planos de uma raça de marcianos que controla o planeta.

O narrador deve surpreender os jogadores, pois o vilão pode eliminar um aliado importante ou um familiar dos personagens. De forma alguma os jogadores devem sentir que os seus personagens podem ficar relaxados, pois o vilão irá atacar a qualquer momento.

O Título: as aventuras do estilo pulp sempre possuem nomes bem chamativos que instigam a curiosidade do leitor, no caso em questão dos jogadores. No blog Pontos de Experiência, o Diogo Nogueira publicou uma matéria – Gerador de Nomes de Aventuras de Fantasia Pulp – ideal para narradores que buscam inspiração para suas campanhas.


Com certeza há outros elementos que compõem o Estilo Pulp, mas esses, se bem trabalhados resultam em grandes narrativas. Até a proxima semana com a adaptação de John Carter - Barsoom para GeneSys RPG.

Autor Jan Piertezoon

A Mente maléfica por trás da criação do Blog Filhos da Gehenna, (ir)responsável pela narração da atual crônica do blog apresentado no podcast. Aficcionado por jogos de interpretação, onde o sistema preferido para as minhas crônicas é o Storyteller e Storytelling. Um colecionador de livros de RPG e um grande consumidor de podcast. RPG Mainstream ou Indie não importa, jogo todos!!!
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